Brasil perde dinheiro com poluição causada pelos carros

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O ano de 2019 não começou com boas notícias para o País, no campo do meio-ambiente. Segundo estudo da organização alemã Germanwatch, que reúne dados climáticos e socioeconômicos de 181 países, divulgado em um encontro da ONU, o Brasil perde dinheiro com mudanças climáticas, principalmente causadas pela alta quantidade de poluentes emitida pelo trânsito pesado das grandes capitais.

Segundo o estudo, o País perde por ano, em média – nos últimos 20 anos -, mais de R$ 6,5 bilhões.

Aqui mesmo, neste blog, temos um texto que fala sobre transportes sustentáveis. Vale a pena você dar uma conferida.

Voltando à pesquisa, a Germanwatch exclui o Brasil dos 70 países que mais tiveram mudanças climáticas, nos últimos 20 anos – País ocupa a posição de número 79 neste ranking.

Neste mesmo estudo da organização alemã, o Brasil ocupa a 24ª posição no ranking de mortes causadas pela poluição. Isso dá uma média de 145,6 mortes por ano; nos últimos 20 anos. Isso dá uma média de 0,077, para cada 100 mil habitantes.

 

Carros causam poluição e atrapalham mobilidade urbana

Não é de hoje que especialistas alertam para o perigo de uma frota de veículos tão elevada, como no Brasil. De acordo com os últimos dados, levantados no final de 2018, o País possui cerca de 65,8 milhões de veículos, dos mais diversos tipos. Confira abaixo:

  • 41,2 milhões são automóveis (62,65%)
  • 7 milhões são comerciais leves (10,67%)
  • 2 milhões são caminhões (3,09%)
  • 376,5 mil são ônibus (0,57%)
  • 15,1 milhões são motocicletas (23,01%)

Não bastasse o problema da ‘superlotação’ de veículos nas ruas, outra situação que agrava o problema é o envelhecimento da frota.

Os dados de 2018 ainda não foram fechados, mas no ano anterior, em 2017, a média de idade dos veículos era de 9 anos e 7 meses – quatro meses mais velha que o ano anterior.

 

Novas alternativas para evitar perda de dinheiro

O caminho a percorrer para melhorar a mobilidade urbana nos maiores municípios brasileiros ainda é longa, mas algumas alternativas já começam a surgir.

Além do carro elétrico, que promete entrar de vez no mercado brasileiro neste ano, há alternativas, como os aplicativos de carona, aluguel de bicicletas – cada vez mais popular no Brasil – e a utilização de fretados para eliminar o maior número de carros possíveis das ruas. Neste último caso, em uma conta rápida, em um único ônibus, dá para tirar das ruas cerca de 40 veículos. Agora imagine isso em uma grande escala.

Tudo isso pensando na mobilidade e também na saúde e conforto das pessoas que moram em grandes centros urbanos e convivem com problemas de poluição quase que todos os dias.

É preciso rever os meios de transporte no Brasil e também a forma como as cidades são pensadas. Já abordamos aqui também as chamadas cidades inteligentes. Cada vez mais, a natureza manda seu recado em forma de desastres naturais. Precisamos mudar este cenário e de forma urgente.

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